sábado, 22 de agosto de 2009

Coitada da Crise



Ontem, em mais um dos meus passeios regulares pela livraria da Fnac reparei num pormenor curioso. De facto a Crise está em todo o lado. É que nem a livraria da Fnac foge a regra. É inacreditável como nunca tinha dado conta que existe em tudo quanto é recanto um livro a abordar o que é a Crise, ou então, como perceber a Crise, como fugirmos à Crise... TUDO CRISE

Inevitavelmente, senti-me na obrigação de me debruçar um pouco sobre este assunto e cheguei à conclusão que, se calhar, o modo drástico com que se tem abordado a Crise nos últimos tempos não seja o mais correcto...

Pensem um pouco. Não estaremos nós a ser tolos ao dizer que uma Crise é totalmente má?

De facto é má se for viste isoladamente, mas quando enquadrada no devido contexto a Crise até que pode ser muito boa.

Outras crises:
Crise da adolescência
Crise da Meia Idade
Crises de Amor
Crise de Depressão
etc...

Como se vê, no fundo todos nós já passámos ou provavelmente iremos passar uma ou outra vez por uma crise. E isso não me parece que seja assim tão mau como se pinta.

Não deveríamos ver a Crise uma fase de transição, uma oportunidade para mudar, um choque causado pelas circunstâncias seja da vida seja da sociedade?

Qual será então a melhor forma de lidar com a Crise? Se calhar é saber tratá-la como um paradigma que nos obriga a reflectir e a escolher a melhor forma de seguir em frente saindo dela de pé direito, ou seja, melhor! Miúdos depois de adolescentes querem-se adultos, pessoas depois de uma depressão querem-se saudáveis e com os problemas resolvidos.

Sejamos uma nação com consciência do que somos e tentemos arranjar forma de corrigir eficazmente as nossas asneiras de "adolescentes" e não simplesmente ignorá-los, porque se sairmos de uma Crise para voltar ao mesmo, não passamos de uma nação governada por "putos" que teimam em não crescer.

PS: Sim, a Crise parece que já passou. Mas será tudo isto um passado recente ou, na volta, é um futuro eminente?

5 comentários:

Kikas disse...

Concordo plenamente com o que dizes. Para mim a Crise foi como a Gripe A está a ser: demasiado alarmismo, apesar de não para toda a gente - para quem a sente mesmo na pele as coisas mudam de figura.

Mas sim, a crise tem que ser vista como uma oportunidade de mudança, é como as guerras. As guerras apesar de todo o massacre e o rasto de destruição que deixam têm sempre a vantagem da inovação e do progresso que surgiram à força, dadas as circunstâncias.

Podem julgar isto ridículo, mas se antes uma empresa tinha 500 funcionários, agora com 200 consegue fazer o mesmo serviço: há quem chame a isto sobrecarga, para mim pode ser uma forma de optimização de recursos humanos, tudo depende de como são feitas as coisas.
O petróleo está caro? Apostem nas energias renováveis e aproveitem para salvar um pouco o planeta.
Talvez seja também uma forma das pessoas serem menos consumistas e mais consumeristas!

Ranhoca disse...

:) grande comentário Kikas. Não lhe retirava uma vírgula que fosse

é tudo uma questão de saber olhar as coisas da forma inteligente com que devem ser olhadas e não nos agarrarmos à ideia que fazem dela.

PMinistro disse...

Sim, é bem verdade. A crise vem optimizar e melhorar muita coisa. Na minha opinião tira o "peso-morto" da economia. O pior é que para isso muitas pessoas tenham q perder o seu emprego entre outras coisas.

Kikas disse...

Sim, mas ao perderem o emprego, há outras oportunidades que surgem: apostarem na sua formação, desenvolverem o seu espírito de iniciativa e abrirem o seu próprio negócio.
Neste aspecto, parece que o governo vai dar apoio monetário, apesar de não ser o suficiente, quanto a mim. Há que ensinar as pessoas a montarem o seu próprio negócio e, acima de tudo, a mantê-lo.

Acho que acima de tudo é uma altura de reflexão:)

Mau disse...

"Podem julgar isto ridículo, mas se antes uma empresa tinha 500 funcionários, agora com 200 consegue fazer o mesmo serviço: há quem chame a isto sobrecarga, para mim pode ser uma forma de optimização de recursos humanos, tudo depende de como são feitas as coisas."

Nem todas, Kikas, nem todas... E se isso que dizes está certíssimo em termos de gestão, não consigo concordar contigo e com o Ranhoca quando dizem que a crise é uma coisa boa. Digo isto no papel de pessoa e ser humano que sou e não no papel de gestor implacável que espero (não) vir a ser :)

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