terça-feira, 14 de abril de 2009

A pequena história de um jogador de futebol...

Há jogadores que não rendem porque não se adaptam ao estilo de jogo da equipa. Outros porque não têm características para entrar no seu esquema táctico. Outros porque não cumprem tacticamente. Outros porque são frágeis fisicamente. Outros ainda porque não têm qualidade suficiente…

Há uma infinidade de factores que condicionam a vida de um futebolista. Mas a história que hoje vos vou contar é a de um rapaz que não jogava por outros motivos. O seu nome era Ranhetti e era conhecido pela sua velocidade e técnica. Todos viam nele um rapaz com bastante potencial, claramente o melhor jogador do VPS.F.C.

Contudo, o Ranhetti raramente jogava. O treinador elogiava-o, tratava-o bem, incentivava-o, mas quando chegava o dia do jogo, ia invariavelmente para o banco de suplentes. Mais: o Ranhetti raramente chegava a aquecer para entrar em campo!

Alguma coisa de estranho se passava. Ele era um grande jogador e ainda por cima dava-se bem com toda a gente, estava sempre divertido e animava toda a gente. E é AQUI que a história se resolve.

É verdade, o Ranhetti não jogava, confessou-mo um dia o treinador, porque era um jogador especial. Era um jogador inteligente, divertido, animado. “Mas isso não é bom?”, perguntam vocês.

É bom, é claro que sim! E o treinador pensava da mesma forma. Mas tudo tem uma explicação e agora que já criei suspense suficiente vou explicar-vos qual era o problema, para o treinador, de o Ranhetti ser inteligente, divertido e animado.

Ora então o que se passava era o seguinte:

O treinador num dos primeiros jogos do campeonato meteu o Ranhetti aos 75 minutos, quando estava a perder 1 a 0. O jogo ficou 2 a 1, com um golo e uma assistência do Ranhetti. Toda a equipa estava satisfeita. Toda? Não. Havia uma pessoa para quem aquela vitória não tinha sido suficiente: o treinador.

Ganhou o jogo, é verdade. Mas nesses minutos em que o Ranhetti esteve em campo ninguém teve uma conversa interessante no banco. Limitavam-se a falar de futebol e de gajas! Nesses minutos o treinador sentiu um vazio. Faltava lá o Ranhetti. De que servia, afinal, ganhar jogos se ele não tinha prazer em estar a exercer as suas funções? E era isso que acontecia quando o Ranhetti não estava no banco. Não havia um motivo de risota, uma única conversa inteligente.

A partir desse dia, nunca mais o Ranhetti entrou em campo. Por uma vez o treinador mandou-o aquecer para entrar. Escusado será dizer que passado uns segundos já estava novamente sentado no banco.

E esta é a história do Ranhetti e de tantos outros jogadores que são inteligentes de mais para poderem ganhar milhões. É por isto que o grande requisito para que alguém se torne num grande jogador continua a ser ter um QI bastante próximo do zero. Os jogadores que conseguiram triunfar apesar de ser inteligentes usaram sempre um trunfo: nunca falar quando estavam no banco, ou então dizer apenas parvoíces.

Algum de vocês, se fosse treinador, aturava uma conversa entre o Cristiano Ronaldo e o Jardel? Claro que não! Queriam era ver-se livres deles!

«Lá pa dentro, já! Fiquem a avançados, bem longe do banco de suplentes! E, se não for pedir muito: não falem, sim?»

6 comentários:

Mau-r-à-dona disse...

Este é dedicado ao joão moutinho e ao ranhoca ;)

DiogoDigas disse...

Eu sei bem onde foste buscar a inspiração para esta historia xD

Anónimo disse...

qnd comecei a ler ainda pensava q ias falar sobre dois jogadores q n se encaixam completamnt nas posiçoes centrais d meio campo..posiçoes q lhs sao completamnt desconhecids i ond nnca fizeram a diferença..lateral i ponta e smp mt mlhr =P

abraço..sabs qm sou

Anónimo disse...

titi;)

Maldini disse...

que falta de nível.. Então isso significa que TODOS os treinadores são inteligentes, porque reconhecem uma boa conversa e mantêm os jogadores inteligentes no banco, não os deixando singrar no futebol.

Quanto a isto: Zema Nélé.

Atenção! O Andrew Lagger que é sempre espicaçado e denegrido é o treinador que conheço que mantinha o maior nível intelectual no banco! Só um pequeno cheirinho: Alfacinha, Maldini, Mau-r-à-dona, Argolinhas ou El Gordo, Poulsen...

Ranhoca disse...

Ahah, era este o Post.. lool

muito bem me falaram dele e admito que está de facto muito fixe

peço desculpa ao blog por me ter eclipsado nestes ultimos tempos

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