sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Facebook cada vez mais assustador


O Facebook assusta-me e vou começar a ter cada vez mais cuidado com ele. Esta é a razão por que escrevo este texto. Sempre me fez um bocado de confusão esta coisa de estar a disponibilizar bastante informação sobre mim, os meus amigos e a minha vida na internet. 

Comecei por aderir ao Facebook por estar curioso com a febre da altura, o jogo FarmVille, e acabei por achar piada à coisa. Esta rede social permitiu-me ter contacto quase permanente com muitos amigos que se encontravam afastados fisicamente e tornou-se um importantíssimo meio de divulgação - o que, para quem estuda Gestão e tem uma paixão pelo Marketing e a Publicidade é algo interessante. E, mais do que isso, foi uma ferramenta essencial durante o período em que estive em intercâmbio no Rio de Janeiro, porque me permitia partilhar quase em tempo real aquilo que vivia do outro lado do oceano.

Desde sempre se soube que a disponibilização de informação na internet nos deixa automaticamente, permitam-me a expressão, "cadastrados". Mais: sabemos que tudo o que fazemos na internet deixa rasto. A questão é que o Facebook permite a todas as pessoas que são suas "amigas" (também aqui o termo me parece bastante discutível, uma vez que de 1000 "amigos" numa rede social uma pessoa aproveita 5 (?), 10 (?) na vida real) saibam de onde se escreve, há quanto tempo, onde se foi na noite anterior, o que se fez no dia X etc. Ora se eu não conto onde estou em cada momento aos 10 amigos da vida real, por que raio o dizemos permanentemente a esses 10 e aos outros 990 que são só "amigos" - leia-se "conhecidos".

Mas o que me levou a escrever este texto é aquilo que me leva, de hoje em diante, a reduzir imenso a minha actividade no Facebook. Não sei se todos os utilizadores já terão reparado, mas no canto superior da página aparece uma caixinha que diz A CADA SEGUNDO o que CADA UM dos seus 1000 amigos fazem naquela rede social - desde meter gosto na foto de outra pessoa que eu nem preciso de conhecer, a um comentário feito numa outra página qualquer, passando pelas novas relações de "amizade" que se estabelecem. Tudo isto SEGUNDO A SEGUNDO. Para mim foi a gota que fez transbordar o copo.

É um excesso de exposição, uma violação de privacidade. Por isso, de agora em diante, Facebook apenas como instrumento de divulgação ou conversas privadas. Pelo menos até que toda a gente se revolte contra a, como foi baptizada por um amigo, "caixinha da cusquice". E que esta desapareça...

4 comentários:

Anónimo disse...

Partilho da mesma visão. Tenho pena de não ter vivido numa época como a dos nossos pais, por exemplo, quando tudo era mais espontâneo e não havia tanta intrusão da privacidade de cada um. Aderi ao facebook tardiamente por uma questão de pressão social, não digo que tenha sido por desejo ou curiosidade. Na minha opinião, a exposição da vida de cada um atingiu um patamar para lá do aceitável. Mas vamos fazer o quê? Boicote ao facebook?

Titi disse...

Pressão social?? Foi o Socas que meteu o dedo aí de certeza xD

Desculpa lá mas todos os meus amigos têm facebook e eu estou livre dessa doença. Confesso que já estive para criar um, apenas pelo simples facto de puder contactar com os amigos mais distantes, mas decidi não o fazer porque é demasiada exposição. Aquilo é uma autêntica revista cor-de-rosa em tempo real sobre a vida de toda a gente. Já no tempo do hi5 eu deixei de lá aparecer quando começaram a por o que toda a gente que fosse nossa "amiga" fazia em qualquer lado. Não acho a mínima piada a isso.

Mau disse...

Titi, não concordo nada contigo. O Facebook é uma ferramenta que pode ser utilizada com variadíssimos propósitos. A parte da aproximação aos amigos é importante, mas aquilo que me faz ficar ligado é o poder que aquilo tem para nos manter actualizado. Podes no mesmo local ter as actualizações do Público, Expresso, Jornal de Negócios, Diário Económico, Iol, Tsf, Rtp, RR, A Bola, Record, Revista Sábado, jornais estrangeiros... permite-me através dos amigos do brasil ter acesso a coisas a que não teria se eles não ma mostrassem naquela rede social e permite-me partilhar algo que sei que será lido/visto/ouvido por bastantes pessoas. Na verdade, quem está hoje em dia fora do Facebook acaba por não ter acesso a grande parte das coisas a que um utilizador do fb tem acesso. Daí entender o que diz o anónimo. A pressão social acaba por existir. Quantas pessoas há que não se expões colocando um nome falso e não metendo foto, mas que estão lá só para se manterem actualizadas?

Titi disse...

entendo o que me dizes. é claro que o facebook tem coisas maravilhosas como as que disseste e sei que perco muita coisa por não ter essa ferramenta. o que referi foi o facto de toda a gente a quem estás ligado saber tudo o que fazes em cada instante naquela rede social e é isso que eu detesto. Quanto à pressão social eu entendi que foi por os seus amigos o persuadirem, não por sentir necessidade de estar dentro da rede por necessidade de estar actualizado, etc....

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