Quando vejo filmes como o já aqui postado Aquele Querido Mês de Agosto, ou Pare, Escute, Olhe há algo que em mim muda. São filmes diferentes daqueles a que estamos habituados - o segundo é um documentário - e é isso que, para mim, os torna tão especiais.
Pare, Escute, Olhe é um filme-documentário de Jorge Pelicano sobre a - tão bela - linha do Tua. Não é o lado político que quero explorar, mas sim o que de comum têm estes dois filmes tão portugueses: o facto de revelarem, profundamente, Portugal.
Naqueles filmes a grande preocupação é conseguir que através de diálogos entre pessoas de uma mesma terra se consiga construir uma história. E é esse lado que me parece impressionante e tocante: a forma como as pessoas ficam ali tão reais, como é possível sem representação construir um filme interessante do princípio ao fim. Chegamos ao final e pensamos: "caramba! Eu mesmo poderia ter feito este filme...".
Porque o que vemos no filme é o nosso avô, o nosso amigo, as pessoas da terra onde jogamos futebol, o pessoal sem formação. É a vida que nos passa ao lado vista daqui, das cidades. Daqui, do "desenvolvimento".
E, porém, aquelas pessoas, aquelas vidas, aqueles problemas são bem reais e existem bem próximo de nós. Quando vejo aqueles filmes sinto que, de facto, o maior mérito da arte é conseguir suscitar sentimentos em quem a aprecia. E eu dormi bem disposto e sonhei (a dormir e acordado) que um dia seria capaz de transmitir assim o que as pessoas falam, sentem e pensam...
1 comentário:
Estava a ver que não ias fazer um post sobre isto, no entanto pensei que também ias explorar o outro lado, para podermos discordar mais um bocado :)
Relativamente ao filme-documentário, o que o homem faz é mesmo arte, está fantástico. Agora tu tas com uma moral, tu nem fotos sabes tirar, quanto mais fazer um filme xD. É super bonito o filme e é assim devido à sua simplicidade.
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