quarta-feira, 27 de abril de 2011

Havia dúvidas?


Um conselho: deixem os nacionalismos radicais (que só revelam no que não interessa) e desfrutem de um dos melhores jogadores da história do futebol.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bons tempos em Copacabana...

 

Casa.

22 horas.

Que fazer? Raios, que havemos de fazer hoje?!

Não sou de dançar, não sou de cantar – ou talvez até o seja, mas o ambiente para os que me rodeassem tornar-se-ia insuportável caso o fizesse –, não sou gajo para ir para uma boite (discoteca em português) até às tantas da manhã.

"Já sei. Copa!" Mensagem no facebook para os amigos do costume e siga p’ró calçadão beber caipirinhas a 3 (no início da minha estadia) ou 4 reais (no final, que os preços aumentaram…).

Assim foi. Era o festejar do aniversário de um amigo espanhol. Na verdade era o 3º festejo de aniversário da mesma pessoa no espaço de duas semanas. Pouco importa. Todas as desculpas são boas para uma noite daquelas…

O conceito é simples: boa companhia, uma paisagem fantástica num calçadão em cima da praia, boas caipirinhas e uma música baixinha como fundo. Havia aulas no dia seguinte, por isso a festa foi curta.
À meia-noite brasileira o Espanhol fazia anos. Festejos!

“Cumpleaños felices, cumpleaños felices, te deseamos todos… CUMPLEAÑOS FELICES!”

Que proeza a de conseguir passar a meia-noite em plena praia de Copacabana acompanhado de caipirinhas e de bons amigos portugueses, franceses, peruanos, espanhóis e cariocas.

“Pero en España son 3 horas más. Lo que quiere decir que son 3 de la mañana en España!”
“E então, Espanhol?”
“Es que nací por las 3 horas e medio de la mañana ESPAÑOLAS! Entonces si nos quedamos aquí media hora más podré festejar la hora de mi nacimiento!”

E lá esperámos meia hora para celebrar pela quarta vez em duas semanas o aniversário do Espanhol. Os festejos foram tantos que já não sei em quais deles acabámos com um mergulho nocturno no mar.

O dia seguinte era duro. As 7 e meia da manhã já eu estava na aula, na qual se discutia Kant. Porém, para mim, a reflexão era outra. O sono era grande e o sacrifício imenso. Só a felicidade me moldava o pensamento de forma a que tudo se tornasse não só suportável, como agradável: “Que a manhã custa é verdade… Mas caramba, esta já ninguém me tira!”

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mais um vídeo fantástico sobre Sócrates...


Vídeo do 31 da  Armada.

Vale a pena dizer mais alguma coisa? Continuem, continuem... ontem já aparecia na frente de uma sondagem da TSF. Não me surpreende. Vivo em Portugal...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pare, Escute, Olhe


Quando vejo filmes como o já aqui postado Aquele Querido Mês de Agosto, ou Pare, Escute, Olhe há algo que em mim muda. São filmes diferentes daqueles a que estamos habituados - o segundo é um documentário - e é isso que, para mim, os torna tão especiais.

Pare, Escute, Olhe é um filme-documentário de Jorge Pelicano sobre a - tão bela - linha do Tua. Não é o lado político que quero explorar, mas sim o que de comum têm estes dois filmes tão portugueses: o facto de revelarem, profundamente, Portugal.

Naqueles filmes a grande preocupação é conseguir que através de diálogos entre pessoas de uma mesma terra se consiga construir uma história. E é esse lado que me parece impressionante e tocante: a forma como as pessoas ficam ali tão reais, como é possível sem representação construir um filme interessante do princípio ao fim. Chegamos ao final e pensamos: "caramba! Eu mesmo poderia ter feito este filme...".

Porque o que vemos no filme é o nosso avô, o nosso amigo, as pessoas da terra onde jogamos futebol, o pessoal sem formação. É a vida que nos passa ao lado vista daqui, das cidades. Daqui, do "desenvolvimento".

E, porém, aquelas pessoas, aquelas vidas, aqueles problemas são bem reais e existem bem próximo de nós. Quando vejo aqueles filmes sinto que, de facto, o maior mérito da arte é conseguir suscitar sentimentos em quem a aprecia. E eu dormi bem disposto e sonhei (a dormir e acordado) que um dia seria capaz de transmitir assim o que as pessoas falam, sentem e pensam...

sábado, 9 de abril de 2011

Marketing, por Chupa Chups



Para ser sincero já não consigo ouvir o Socas. Aquela voz dá-me náuseas. Todas aquelas palavras são pensadas, todo este papel de vítima é não mais do que isso - um papel -, todas as preocupações com a imagem se destinam a uma coisa: vender um político como quem vende chupa-chupas.

As pessoas riem-se do vídeo em que se vê o homem a perguntar ao Luís se fica melhor a olhar para um sítio ou para o outro. Eu não consigo rir. Isto revela simplesmente o quão estudada está a sua estratégia. Preocupa-se até com os pequenos pormenores, revela conhecimentos profundos sobre coisas que nos passam despercebidas.

A última evidência disto mesmo foi o facto de, no (repugnante) congresso do PS - em que o zé se encarregou de passar a ideia de que todo o trabalho de 6 anos de governo foi destruído por causa de uma decisão da oposição - os jornalistas terem sido proibidos de se aproximar para tirar fotos ao socas. 

Porquê? Porque as únicas fotos permitidas seriam aquelas tiradas pelos profissionais de marketing e imagem da campanha do ex e (creio) futuro Primeiro Ministro deste país (sim, com "p" minúsculo). O mais incrível? É que o DN aceitou participar na manobra de marketing publicando a foto que a equipa de imagem desejava...

Uns vendem chupa chupas, outros vendem políticos. Mas, neste país, eu acho que será mais fácil o segundo... por isso, como gosto de marketing e me quero preparar para o meu futuro, já comecei a estudar aquele que deverá ser o meu público-alvo daqui a uns anos:

"O asno (Equus africanus asinus), chamado ainda de burro, jumento, jegue ou asno-doméstico é um mamífero perissodátilo de tamanho médio, focinho e orelhas compridas, utilizado desde tempos pré-históricos como animal de carga. Os ancestrais selvagens dos asnos foram domesticados por volta de 5000 a.C., praticamente ao mesmo tempo que os cavalos, e desde então tem sido utilizados pelos homens como animais de carga e montaria.

Os asnos se classificam dentro da ordem dos Perissodáctilos, e à família dos Equídios, à qual também pertencem os cavalos, pertencendo ambos a um único gênero Equus."

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