domingo, 13 de março de 2011

Afinal onde estiveram os Deolinda?


Ontem critiquei os Deolinda por não terem estado presentes nas manifestações. Hoje, depois de ver o comentário ao post anterior, percebi que fui injusto. 

Quando fiz o comentário fi-lo com receio de que estivéssemos a assistir a novos Xutos e Pontapés - outrora referência, hoje traidores. A novos Xutos no sentido em que eles, na hora H, optaram por negar que a música do Sr. Engenheiro fosse mesmo para o "ingenheiro". Não é preciso ser muito inteligente para perceber que a letra que é, evidentemente, para ele. E que, portanto, os Xutos preferiram manter os seus subsídios garantidos a tornarem-se a referência de um povo. Apostaram no cavalo errado. Digo eu...

Obrigado, por isso, aos Deolinda. Que, afinal de contas, acabaram por mostrar que mantêm a aposta no mesmo, apesar de terem embalado a trouxa e zarpado:

sábado, 12 de março de 2011

"Já fui para a rua gritar. Agora não me obriguem a embalar a trouxa e zarpar!"


Em Coimbra não teve o sucesso desejado. Talvez porque seja mais cómodo que os outros lutem por nós, talvez porque a cidade fica deserta ao fim de semana, talvez porque a maior parte dos estudantes são de fora, talvez porque muita gente foi a Lisboa. De qualquer forma, o balanço é feito numa palavra: SUCESSO.

Mais do que uma geração à rasca, o que saiu à rua foi um país à rasca. E, ao contrário do que quiseram fazer crer, hoje ficou provado que isto não é uma luta de gerações: viram-se filhos, pais e avós todos juntos contra uma condição.

Parabéns, Portugal!

[Uma nota de destaque para os Homens da Luta e para os Deolinda: se os primeiros, menos consensuais, foram à rua gritar, os segundos comunicaram que estavam lá... em consciência! Ainda bem que os 260 mil nas ruas do Porto e de Lisboa preferiram lá ir. Porque senão teria sido uma g'anda manif "em consciência".]

sexta-feira, 11 de março de 2011

A hora é nossa...


 
Chegou a hora. Agora é connosco...
Amanhã, 15 horas, Praça da República, Coimbra. Eu vou. E tu?

Manifesto:
"Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.
Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:
a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.
b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.
c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.
Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela."

segunda-feira, 7 de março de 2011

Vergonha jornalística


Por todo o Facebook tenho visto comentários a dizer mal da imprensa desportiva portuguesa. Eu concordo. A forma como o Record e O Jogo encobrem o que se passou ontem em Braga (e em Alvalade) é absolutamente vergonhosa...

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