
O meu dia hoje foi incrível. Para que saibam, estou com gripe. Faltei pela primeira vez na vida a um jogo de futebol por causa de uma gripe. Isto, só para vos explicar o quão mal eu tenho estado...
Mas, dizia eu, o meu dia hoje foi incrível. Tinha de ir a Coimbra e como não me sinto em condições de conduzir fui de autocarro. Acontece que estamos nas férias de Carnaval e o autocarro que costuma ir cheio de velhotes hoje ia cheio... de mascarados! Eram muitos! Uns 20, 30... não sei! O que sei é que tive de ir de máscara (daquelas para a gripe A) no meio daqueles mascarados todos. O pior de tudo é que aquela gente pensou que a minha máscara era um disfarce de doente. Resultado: em vez de se afastarem de mim vieram todos ter comigo e dar-me os parabéns pela máscara!
Ia eu a arder em febre e com a minha máscara para afugentar as pessoas. E tinha de me acontecer isto?!
A coisa estava desagradável, mas havia pior... Acontece que aquela gente vinha toda de uma festa de Carnaval. Não vou, portanto, descrever-vos a mistura de cheiros a ganza, álcool, suor e sei lá o que mais que se sentia naquele autocarro...
Falavam para mim mas já nem os ouvia. Ardia de febre. Dei graças a Deus por ter o nariz entupido, porque se não fosse o caso certamente desmaiaria com o cheiro. Olhava para o condutor e pensava:
"Acelera. Acelera, fogo!"
Até que, ironia do destino, o autocarro pára.
"Que é que foi desta vez, pá?!"
A malta anima-se. Há uns gajos que começam no banco de trás a tocar uns instrumentos. Levavam tambores e violas. Não sei se não sabiam tocar ou se estavam simplesmente pedrados. Ou se, pior, não sabiam tocar e ainda estavam pedrados! O que eu sei é que faziam um barulho ensurdecedor. Eu estava com febre (não sei se já vos disse), acho que tremia. Tinha o nariz entupido e mesmo assim mal aguentava aquele cheiro. E as dores de cabeça?!
"Calem-se, por favor!", pensei. "O condutor! Tenho de chegar ao condutor..."
Perguntei-lhe o que se passava. O autocarro tinha encravado. Eles não se calavam e as portas não abriam. Tínhamos de esperar lá dentro. E eles que cantavam cada vez mais! E que cheiravam cada vez pior! E A MINHA CABEÇA A REBENTAR!!!
Peguei no martelo e parti o vidro que dizia "QUEBRAR EM CASO DE EMERGÊNCIA". Depois foi o pior. Veio a polícia. Aquilo não era uma emergência, diziam eles!
- Deviam ser vocês a estar ali fechado que logo viam se não era uma emergência!
Passei o dia na esquadra. Tive de pagar o vidro do autocarro.
Ah... agora estou no hospital à espera para ser atendido. Não pela gripe, mas porque foi-me aconselhado ir a um psiquiatra! Quando sair daqui dir-vos-ei algo.
Até já ;)
Mas, dizia eu, o meu dia hoje foi incrível. Tinha de ir a Coimbra e como não me sinto em condições de conduzir fui de autocarro. Acontece que estamos nas férias de Carnaval e o autocarro que costuma ir cheio de velhotes hoje ia cheio... de mascarados! Eram muitos! Uns 20, 30... não sei! O que sei é que tive de ir de máscara (daquelas para a gripe A) no meio daqueles mascarados todos. O pior de tudo é que aquela gente pensou que a minha máscara era um disfarce de doente. Resultado: em vez de se afastarem de mim vieram todos ter comigo e dar-me os parabéns pela máscara!
Ia eu a arder em febre e com a minha máscara para afugentar as pessoas. E tinha de me acontecer isto?!
A coisa estava desagradável, mas havia pior... Acontece que aquela gente vinha toda de uma festa de Carnaval. Não vou, portanto, descrever-vos a mistura de cheiros a ganza, álcool, suor e sei lá o que mais que se sentia naquele autocarro...
Falavam para mim mas já nem os ouvia. Ardia de febre. Dei graças a Deus por ter o nariz entupido, porque se não fosse o caso certamente desmaiaria com o cheiro. Olhava para o condutor e pensava:
"Acelera. Acelera, fogo!"
Até que, ironia do destino, o autocarro pára.
"Que é que foi desta vez, pá?!"
A malta anima-se. Há uns gajos que começam no banco de trás a tocar uns instrumentos. Levavam tambores e violas. Não sei se não sabiam tocar ou se estavam simplesmente pedrados. Ou se, pior, não sabiam tocar e ainda estavam pedrados! O que eu sei é que faziam um barulho ensurdecedor. Eu estava com febre (não sei se já vos disse), acho que tremia. Tinha o nariz entupido e mesmo assim mal aguentava aquele cheiro. E as dores de cabeça?!
"Calem-se, por favor!", pensei. "O condutor! Tenho de chegar ao condutor..."
Perguntei-lhe o que se passava. O autocarro tinha encravado. Eles não se calavam e as portas não abriam. Tínhamos de esperar lá dentro. E eles que cantavam cada vez mais! E que cheiravam cada vez pior! E A MINHA CABEÇA A REBENTAR!!!
Peguei no martelo e parti o vidro que dizia "QUEBRAR EM CASO DE EMERGÊNCIA". Depois foi o pior. Veio a polícia. Aquilo não era uma emergência, diziam eles!
- Deviam ser vocês a estar ali fechado que logo viam se não era uma emergência!
Passei o dia na esquadra. Tive de pagar o vidro do autocarro.
Ah... agora estou no hospital à espera para ser atendido. Não pela gripe, mas porque foi-me aconselhado ir a um psiquiatra! Quando sair daqui dir-vos-ei algo.
Até já ;)
PS: Escusado será dizer que de toda esta história a única verdade é a parte em que disse estar com gripe e ter faltado a um jogo. O que queria saber era se não partilham da minha opinião: não vale a pena sacrificar um bocadinho a verdade para se ter uma boa história?


